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MOINHOS VERA CRUZ - 04/2000
Avanço
nas Técnicas de Melhoramento do Trigo
Estima-se
que o cultivo do trigo tenha se iniciado a cerca de 10.000 anos
atrás, nas planícies da Mesopotâmia, desertos da Síria e Palestina
e montanhas do leste da Anatolia. Este foi um dos momentos mais
importantes da história do homem, quando ele aprendeu pela primeira
vez como modificar o ambiente para seu próprio benefício, iniciando
a prática da agricultura, com implicações drásticas para sua própria
evolução.
Foi
a chamada 'Revolução Verde', o começo do melhoramento genético,
por qual passaram todas as espécies cultivadas pelo homem.
O processo de melhoramento
do homem primitivo baseava-se apenas na seleção das espécies mais
adequadas às suas necessidades e ao cruzamento natural entre elas,
processo certamente lento e gradativo. O avanço nas técnicas de
melhoramento só foi possível à medida que o conhecimento científico
sobre as bases das características hereditárias, elucidação da
estrutura do DNA, mapeamento de genes e sua manipulação foram
sendo desvendadas pelo homem.
Hoje, a biotecnologia
- manipulação genética dos organismos - permite o melhoramento
das plantas de forma rápida e altamente direcionada para as características
específicas de interesse do homem.
Sabe-se
que as espécies atuais do trigo, Triticum aestivum e T.durum,
têm aumentado o número de cromossomos em relação aos seus ancestrais,
T.monoccocum e T. turgidum. Esse acréscimo de material
genético parece estar relacionado às modificações nas características
fenotípicas do trigo.
Acredita-se
que os genes adicionais presentes nesse material conferiram as
diferenças observadas hoje nas diferentes classes de trigo, duros
e moles, que são direcionados para fabricação de pães, biscoitos,
massas etc. São exatamente essas diferenças, presentes no genoma
do trigo, que o fazem um rico material de estudos de sua base
genética.
O potencial de novas
variedades que podem ser criados através da biotecnologia
é vasto. Já se tem conhecimento de estudos sobre trigos transgênicos
em algumas instituições. O Canadá já anunciou formalmente que
possui variedades transgênicas, cuja modificação no gene da enzima
acetohidroxiacido sintase, o faz resistente a ação dos inseticidas
da classe imidazolinona. Recentemente, o CEFOBI (Centro de Estudos
Fotossintéticos e Bioquímicos), em Rosário, Argentina, anunciou
a obtenção de variedades de trigos transgênicos, que estão em
fase de estudo de campo, cujos aspectos modificados referem-se
a melhorias das características agronômicas. As estratégias aludidas
fazem parte de um processo contínuo, pelo qual o homem busca obter
de forma mais eficiente a criação de novas variedades de trigo.
Observação: Os Moinhos Vera Cruz estão atentos a esses estudos,
de modo a atender aos interesses dos seus clientes, dentro das
legislações em vigor. Até março de 2000, o CTNBIO, Comissão Técnica
Nacional de Bio Segurança, não possuía nenhum processo para liberação
planejada de trigos geneticamente modificados, aprovados ou em
trâmite, bem como o Ministério da Agricultura para o trânsito
e comercialização de sementes transgênicas de trigo no Brasil.
O
enriquecimento da farinha de trigo e seus benefícios.
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